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Agência de Notícias

06/11/2015 12:23
Evento realizado em Curitiba debateu os direitos da pessoa idosa, avaliando propostas para serem apresentadas no evento nacional em 2016



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A equiparação da aposentadoria foi um dos assuntos mais discutidos e votados entre os delegados que foram representar os municípios paranaenses. Ao todo, mais de 600 pessoas participaram da solenidade de abertura da VI Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa, que aconteceu na terça-feira (03), no centro de eventos do Shopping Center Estação, em Curitiba. O evento, organizado pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social e pelo Conselho Estadual dos Direitos do Idoso, se estendeu até ontem (05). 

De Foz do Iguaçu, foram seis representantes, sendo quatro da sociedade civil e dois do setor governamental, entre eles, o coordenador do Centro de Convivência do Idoso (CCI), João Batista Guimarães. Segundo ele, sete eixos de discussões foram elencados para a votação de propostas a serem discutidas e votadas na plenária nacional da Conferência da Pessoa Idosa, a ser realizada no ano que vem. O que a sociedade civil quer é uma equiparação do valor da aposentadoria e a redução de 65 para 60 anos como regra para conseguir o BPC - Benefício de Prestação Continuada, um benefício da assistência social no Brasil prestado pelo INSS, ou seja, uma renda de um salário-mínimo destinada à idosos e deficientes que não possam se manter e não possam ser mantidos por suas famílias.”Foram assuntos relevantes e de extrema importância aos direitos da pessoa idosa. Discutir isso representa um avanço no país. Agora, iremos aguardar a Conferência Nacional, que será realizada no ano que vem, em meados de abril, para aprovar essas medidas”, destacou João Batista.

ENCONTRO ESTADUAL

Na abertura do encontro, a secretária de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, destacou que há alguns anos a política de assistência social não existia em muitos municípios, sendo muitas vezes confundida com assistencialismo. “Fico feliz por dizer que hoje temos a assistência social no Paraná. Trabalhamos a família como único núcleo e assim conseguimos resgatar a todos, sejam idosos, crianças ou adolescentes”, afirmou Fernanda Richa. “Todo o trabalho em assistência social tem que ser temporário, preparado e programado para que as pessoas se capacitem e possam ser protagonistas de suas vidas”, disse. 

Para o presidente do Conselho Estadual dos Direitos do Idoso, José Araújo da Silva, as conferências são espaços importantes onde a democracia participativa se manifesta, dando direção aos conselhos e aos órgãos públicos. “Nosso estado está na vanguarda, pois já estamos realizando a VI Conferência, o que para nós é motivo de orgulho e também de grande responsabilidade” disse. 

Além da população idosa, participam do encontro gestores, técnicos, trabalhadores e profissionais que atuam na política e atendimento da pessoa idosa, conselheiros, representantes de entidades prestadoras de serviços e usuários e lideranças comunitárias. 

Também presente ao evento, a representante do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (Cndi), Marília C. Felício Fragoso, explicou que a conferência é um momento ímpar para se discutir as políticas de direitos da pessoa idosa. “As políticas não virão para a sociedade se não houver um trabalho conjunto de debates, de estudos, de participação de todos”, disse ela. “Espero que daqui tenhamos grandes deliberações para serem levadas ao governo estadual e federal, e que elas também sejam acompanhadas para que realmente aconteçam”. 

Durante o evento, 450 participantes inscritos debateram a respeito do tema: O Protagonismo e o Empoderamento da Pessoa Idosa: por um Brasil de todas as idades. Realizadas a cada dois anos, nos âmbitos municipal, estadual e nacional, as conferências são instrumentos essenciais de participação e controle social: avaliam e definem as diretrizes para o aprimoramento das políticas públicas.

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