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Agência de Notícias

19/06/2019 17:02
Mais de 200 pessoas, dentre servidores, aposentados e familiares participaram da celebração no último domingo (16)



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O CCZ completou neste mês de junho o seu aniversário de 20 anos. Fundado em 10 de junho de 1999, o órgão tornou-se referência na cidade pela atuação combativa e pelos relevantes serviços prestados à sociedade nestas duas décadas. A data histórica foi comemorada no último domingo (16), na sede social do Sismufi, por mais de 200 pessoas, entre servidores e familiares. 

A comemoração também contou com a presença do Secretário Municipal de Saúde, Nilton Bobato, que enalteceu a atuação combativa da equipe no trabalho no controle das zoonoses. 

“É um exército trabalhando constantemente para proteger a saúde da população. Um trabalho fundamental principalmente na região em que vivemos”, expressou Nilton Bobato. 

A comemoração contou com almoço de costelão na brasa, partida de futebol entre os servidores e atividades lúdicas para as crianças, promovidas pela equipe da Fundação Cultural. O encontro festivo também  foi momento de trocar experiências entre os novos e os antigos servidores. 

Dentre as figuras mais cativas da festa, o servidor Sandro Roberto Galvão, um dos primeiros trabalhadores contratados pelo CCZ, em 1998. “Ele é referência para colegas de trabalho e contribuiu para a construção do órgão, com todos os altos e baixos vivenciados nas ações de vigilância de doenças como a Raiva e a Dengue”, exclamou o Chefe do CCZ, Carlos Eduardo de Santi. 

O Coordenador do Comitê de Prevenção e Controle da Dengue e um dos organizadores do evento, Jean Avemir Rios, não esconde a satisfação. “O sentimento é muito complexo, eu sempre admirei o trabalho desenvolvido pelo SUCAM. Meu irmão ter contraído Dengue em 1997 foi um motivo a mais para ter feito o teste seletivo de 1998, a época era o PEAa - Programa de Erradicação do Aedes Aegypti”, expressou Rios, que hoje está a frente da guerra contra o mosquito. 

A festa contou também com a presença do atual chefe do CCZ, o médico veterinário Carlos Eduardo de Santi, e da diretora de Vigilância em Saúde, Carmensita Gaievski Bom. 

Atualmente, CCZ é composto por uma equipe de 170 trabalhadores.  São três médicos veterinários, dez técnicos em zoonoses, nove guardas de endemias (cedidos pelo Ministério da Saúde), 145 agentes de combate às endemias, um auxiliar administrativo e duas zeladoras.

História 
Construído com recursos do Ministério da Saúde (MS) em parceria com o Município, que o equipou e contratou profissionais médicos veterinários e auxiliares sanitários em zoonose, o CCZ foi o primeiro órgão voltado exclusivamente à vigilância das zoonoses fora de uma capital de Estado. As justificativas para o arrojado investimento foram a ocorrência recorrente de casos de raiva em cães e gatos na década de 1990 (com risco eminente de ocorrência de casos humanos) e a localização estratégica do Município de Foz do Iguaçu, que faz divisa com o Paraguai e Argentina.

As diretrizes estabelecidas pelo MS, à época, previam a captura de todos os animais errantes na área urbana do Município e a sua eliminação, caso o proprietário não fizesse o seu resgate, além da vacinação maciça da população de cães e gatos através de campanhas anuais. Essa política perdurou por quase uma década, até que a doença foi finalmente controlada (o último caso de raiva canina ocorreu em 2005), sendo mantidas as campanhas de vacinação até o ano de 2015.É importante destacar que a raiva é uma doença fatal em praticamente 100% dos casos.

No início dos anos 2000, o crescimento do CCZ acompanhou a demanda dos serviços: Foz do Iguaçu se deparou com outra doença de grande relevância em Saúde Pública, a Dengue, uma metazoonose que reemergiu no cenário nacional após 50 anos. Com o estabelecimento de programas de controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, pelo Ministério da Saúde, houve a contratação de um verdadeiro exército de servidores, os agentes de combate às endemias (ACEs), que hoje somam uma força de trabalho superior a 130 profissionais.

Atualmente, além das ações de vigilância da Dengue e da Raiva (cuja ocorrência permanece em morcegos), o CCZ realiza atividades voltadas à prevenção e controle da Leishmaniose Visceral Canina, Febre Amarela, Esporotricose, Malária e de agravos causados por animais peçonhentos, como abelhas e escorpiões. É o CCZ também o órgão responsável pela vigilância da qualidade da água de consumo em nosso município, tanto a fornecida pela rede pública quanto pelas soluções alternativas de abastecimento (utilizadas por condomínios residenciais, hotéis e na área rural).

Nesses 20 anos o Centro de Controle de Zoonoses de Foz do Iguaçu esteve sempre na vanguarda, seja na organização dos trabalhos, no desenvolvimento de novas tecnologias ou no estabelecimento de parcerias com instituições de ensino e pesquisa, o que o projetou como um órgão de referência para o Estado do Paraná e para todo o país.
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